Estava uma pilha
Dessas que você compra no supermercado
Tinha energia pra dar e vender
E não tinha vergonha de usar
Mas o que não percebeu
É que essa energia tinha um preço
Que ela tirava sua liberdade
E o desgastava quanto mais a usava
No dia seguinte ainda era uma pilha
Porém uma pilha diferente
Era uma pilha de nervos
Num corpo que não passava de uma pilha de entulhos
Entulhos pilhados do que sobrou da noite
E também do que sobrou do homem
E no final teve o mesmo fim que toda pilha
Foi parar no lixo, descarregado.
Dessas que você compra no supermercado
Tinha energia pra dar e vender
E não tinha vergonha de usar
Mas o que não percebeu
É que essa energia tinha um preço
Que ela tirava sua liberdade
E o desgastava quanto mais a usava
No dia seguinte ainda era uma pilha
Porém uma pilha diferente
Era uma pilha de nervos
Num corpo que não passava de uma pilha de entulhos
Entulhos pilhados do que sobrou da noite
E também do que sobrou do homem
E no final teve o mesmo fim que toda pilha
Foi parar no lixo, descarregado.
Pilha, Afonso Henrique
Poema Pilha, de um grande amigo meu, quando li a primeira vez fiquei com o sentido do poema na cabeça. E até hoje quando leio fico pensando no assunto.
Lembrem-se: Plagio de idéias não leva à nada! Se for copiar assine com o nome do "verdadeiro autor".
